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“O Reino de Deus é como um homem que encontra uma pérola num campo. Ele vende tudo e compra o campo”. (Mt 13,45-46).
As Irmãs polonesas nos ajudaram a fazer a oração da manhã deste terceiro dia a partir deste texto do Evangelho. Em seguida, tivemos trabalho em pequenos grupos para partilhar a reflexão sobre os diálogos de aprofundamento dos relatórios das Unidades no dia de ontem. Esta reflexão foi feita a partir da pergunta sobre o que fortalece ou ameaça a Solidariedade, a Vida e a Esperança em nosso ser a agir como salvatorianas.
Após esta rica partilha na diversidade das línguas e culturas dos membros do capítulo, seguimos para o debate entre o Pe. Libânio e as Unidades Salvatorianas da Hungria, Polônia, Tirol Sul, Sri Lanka e Tânzania. O primeiro tópico abordado foi sobre aspectos positivos e negativos percebidos nas sociedades comunistas, vividos em Polônia e Hungria e a passagem para um sistema neoliberal capitalista e ocidental. Outro tópico foi sobre as experiências e lições aprendidas com o desastre das Tsunâmis partilhado pelas Irmãs do Sri Lanka. As Irmãs relataram sua inteira solidariedade com as vítimas das Tsunâmis, os quais, agora sofrem também com o reinício da guerra civil.
Ainda com este bloco de Unidades foram analisados os seguintes assuntos: --as diferenças e brechas geracionais na realidade de algumas Unidades Salvatorianas; --diferença entre imposição cultural e formas ocidentais de viver a vida religiosa e inculturação da fé cristã, da formação e da vida religiosa salvatoriana nos países e culturas onde estamos presentes; --busca do sentido de vida nas sociedades modernas que desconsideram a prática da fé cristã; --diálogo inter-religioso entre cristãos, muçulmanos, budistas, induístas e tradições religiosas africanas.
Na parte da tarde, outro bloco de Unidades Salvatorianas da Itália, R.D. do Congo, Inglaterra, Terra Santa, Índia, Malásia e Taiwan fizeram seu diálogo com Pe. Libânio, aprofundando e analisando os seguintes temas: --o fenômeno do deslocamento do cristianismo do norte para o sul, do primeiro mundo onde se originou, para se estabelecer no terceiro e quarto mundos; --a emergência de culturas minoritárias e não-ocidentais; --o fenômeno da diversidade cultural cada vez mais presente nas sociedades européias; --diferenças entre a concepção ocidental e oriental da natureza e do modo de se relacionar com ela.
O diálogo inter-cultural e religioso nos países asiáticos como Taiwan, Paquistão, Malásia e Índia foi bastante aprofundado com as experiências de nossas Irmãs que vivem nestes países. Outro assunto debatido foi sobre como viver a Reconciliação nos países que vivem difíceis conflitos no Oriente Médio. Este tópico foi aprofundado pelas Irmãs delegadas que vivem nesta região, nos países de Israel, Palestina, Jordânia e Síria.
Pe. Libânio solicitou especificamente a Ir. Damiana Zoczek que partilhasse sobre como é vivida a Esperança no Congo diante de tantos sofrimentos que vive o povo congolês por causa das constantes guerras. Ela falou sobre a alegria do povo e sua vontade de vencer e do potencial da juventude e das riquezas deste país. Ir. Damiana só conseguiu chegar ontem no capítulo e nossas Irmãs congolesas ainda não receberam o visto para sair do Congo, pois a situação política é muito delicada neste momento, mas nós temos muita esperança que consigam chegar em Roma ainda nesta semana.
O dia foi concluído com a celebração da Eucaristia, presidida pelo Pe. Libânio. Durante a homilia de hoje as Unidades das Filipinas e dos Estados Unidos apresentaram seus Logos baseados no tema do capítulo.
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